sábado, março 01, 2014

Claustro

Respira, para um pouco antes de quebrares, sustem a raiva e procura entender o correr da água que jamais volta por este caminho. O meu segredo está no silencio, no ouvir, no implodir, amorfo, melancólico. Para sorrir, falar explodir e rir sem parar. Interessam-me os outros mas não todos. Muitos poucos me interessam, ou só mesmo tu interessas. Não eu, o que penso, o que faço e o que digo.
Respira, para que um pouco antes de quebrares sustenhas a raiva, procura entender que o vento nos sopra para longe do caminho.
Eu, o que penso, o que faço e o que digo está no silencio.
vai dormir

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Hoje

Portas
Umas abertas, umas fechadas.
Por cada lado uma saída, uma entrada.
E chaves, várias chaves, no trinco.
Gravar, apagar, iludir, destruir.
Afundar

Demasiado tarde, demasiado cedo.
Nunca o é...

Não há tempo, não há medida, vem voar...
Vê o Sol, Vê a Lua, Vê o Sol, Vê a Lua,
Vê os dias a passar,
Foram tão poucos e já são tantos para contar.
Intenso o que trazes na presença
Intenso quando há ausência,
O incenso que trazes contigo,
Povoa-me e entranha-me.
Não me largues,
Anda de vez sem partir outra vez.
Não te largo,
Nem tão pouco sei como.
Não sei já ser algo sem o ser sem tu lá estares.
Presente
Ausente.
Vem de vez

quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Carta a Caos


De partes estranhas, de ruas distantes, de uma ausência desregrada, de um ecoar desconhecido
E de tudo o que é descontrolar.

De um mente cheia, de um olhar vazio, de uma falência declarada, de um buraco coberto
E de tudo o que é descontrolar.

De uma mãe de dEUS, de umas palavras de Zeus, de um perpetuo no achar, de descrente no mudar.
E de tudo o que é descontrolar.

De um Solfeggio, e de um Marte, de notas perdidas, de umas guerras por travar.
E de tudo o que é descontrolar.

De um devir inerte, e da inércia do ar, das línguas difíceis de dizer, dos corpos por matar.
E de tudo o que é descontrolar.

Da sapiência, e da sua ausência, do visível silencio, do oculto gritar.
E de tudo o que é descontrolar.

Dos problemas, e das resoluções, dos intempéries e das merdas a pairar.
E de tudo o que foi descontrolar.


O seu caos no mundo e nas linhas que a caneta se deixa pousar.

sábado, fevereiro 15, 2014

Odiar, Inspirar, Amar Expirar, Parar

Odiar, Inspirar,
Odiar, Expirar,
Odiar, Parar
Jamais ser o que não sou, o vislumbre transfere-se em dose contidas, até totalmente estar evaporado,
Posse, é muito mais do que uma palavra, um desaforo, distorce o belo e reproduz a ausência.
Podia dormir por dias consecutivos, perguntar-me por mim no acordar e desejar-me ausente em todas as alturas. Apagar os erros, esquecer o que já sei, esquecer porque o sou, esquecer porque assim me fiz ser, porque assim me sei ser.
Amar, Inspirar
Amar, Expirar
Amar, Parar
Se o amor é cego, comprar-lhe-ei por diversas vezes um guia.
Quando encontrar o porque para todas as perguntas, o saber de todas as razões, talvez me encontre.
Num outro caminho, de uma outra forma, que com todas as fazes de mudança, sempre tudo se torna o mesmo. As entrelinhas e as ondas crescem, o despistar e o bater, o mergulhar num copo de água, ou será de gin.
Inspirar
Expirar
Parar
Porque tudo o que conheço é certo que um dia morra comigo.
Sôfrego, incontido, desmedido, num auto-consciente perpetuamente melancólico.
Todas as palavras fazem correr um pequeno eco do que se grita aqui dentro, e poucas são as vozes que se deixam ouvir à já tanto tempo quanto o tempo a que as oiço.
Se algum dia deres por elas, volta a tapar tudo o que se queira escapar, o estranho e todos aqueles que lhe são conhecidos, em paralelo o medo que habita numa casa na montanha, e a inexistência de espaço, a soltura dos pensamentos acorrentados nas falésias, a forca e a pistola, o sexo e o caixão, o ego e o não ego. O aMOR e o desconfigurado ser que o carrega, meio ofuscado pelos fumos e pelas luzes de fora,  de tudo o que seja de uma forte luz pálida e a claridão da negritude que me ilumina. O saber não ser, outro, aquele que não eu. O desamor, e todas as mutilações por cada frase contida. o Wittgenstein, o Platão, o Descartes e o Nietzsche, todos juntos de mão dada com a penitencia. Os gritos, os surdos e os mudos, os meus.
Inspirar Odiar,
Expirar Amar,
PARAR

segunda-feira, fevereiro 10, 2014

Anda

Até mais não,
Anda, fica,
Anda fica e não partas todos os dias
Custa sempre e cada vez mais ver-me ficar e partir contigo.
No nosso caos estou tão mais tranquilo.
Anda, fica,
Partilha, rasga tudo, destrói, queima, arde, no calor,
Arde
Arde
Arde
Anda, chega mais perto,
MAIS,
Quero sufocar-me em ti em todos os espaços temporais que possas contar.
Anda, conta-me tudo outra vez até saber mais de ti do que tu sabes,
Da-me, dá-te, até mais não.
Amor uma cabana e bolachas,
Uma cabana e bolachas,
Bolachas,
Arde
...Amor

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Vontade

Onde sou eu Rei,
O trono de sofismos,
Alegorias, vastos prantos verbais
Fui um povo de razão,
Fora com todos os sentidos


Plenas as noites
Claros os dias negros
Deixei-me ir
De onde soube existir
Fora com toda a razão


Desconjuntura
Os pés no ar,
A cabeça no chão,
Sem pensar, Sem saber, Sem a mão
Faz-se colidir a razão e o coração

quarta-feira, janeiro 29, 2014

Constancia em nada

Palavras são os braços que encontro, certa imitação, limitação acorrentada, tão desvinculada quanto tu.
Quebrar, partir, colar, juntar, vai sempre sobrando uma peça por cada vez que o circulo se faz.
Inersia, Constância, Inconstância, Inersia.
Ninguem sabe ou percebe nada do que se passa, uma faísca no rastilho para fugirmos para a toca.
Tira de vez as entranhas, que se veja tudo agora.
Nada
Nenhum amor de ninguém me fará voltar.
À tua frente a razão acaba num ápice, apneia, a falta de razão faz-me parar de respirar, azul, azul, azul.
Porque te tornas tão constante Inconstância, não mereces mais do que o mundo lá fora, muito para alem do meu.
O meu espelho já não te reconhece como eu.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

TOCA E FOGE

Estou,
Não estou,
Sou,
Não sou,
Quero,
Não quero.

No jogo do toca e foge alguém acaba sempre tocado.

domingo, janeiro 26, 2014

Perda

Passou,
Passou algum tempo, e muito mais do que esse algum tempo que também passou enquanto o tempo passou.
Novas e velhas premissas, novas e velhas presenças, as raivas e iras, os risos ganhos e perdidos, por cem e por mil, palavras nunca ditas, mesmo com tanto tempo passado, palavras que nunca vão sair, implodiram que o espaço sufocou-se.
Diz-me que te levantas-te e te afastas-te porque querias, tanto quanto eu me quis aproximar e por fim afastar, e por fim aproximar, e por fim afastar, e por fim afastar. Tantos fins sem um final.
E fizemos de tudo sem nada ter feito, tudo por nossa conta, sem pressas e com poucas palavras. Sei que houve presença e houve ausência, sem nunca o ter sentido, sem o ter vivido.
Foi tempo perdido e ganho, hemorragias continuas, cem paixões por uma no chão. Ego
Não há rancores, não há existência, não à tua existência. Perda
Já não te oiço falar, não como antes, já não te sinto nas minhas palavras também, e por muito tempo estas foram silêncios.Pedra
Sabor amargo a pouco, a nada, sem paladar, só sufoco, só um osso oco. Cospe
Não expliques, não digas nada que eu também não, já passou...

segunda-feira, setembro 13, 2010

weird fishes

In the deepest ocean
The bottom of the sea
Your eyes
They turn me
...
I get eaten by the worms
And weird fishes
...
I'll hit the bottom and escape
Escape

domingo, dezembro 20, 2009

sexta-feira, novembro 06, 2009

It's Evolution baby ( take II )



Até que enfim, depois de tanta luta veio a recompensa.
Esperemos que desta vez, seja de vez

quinta-feira, agosto 20, 2009

Há em mim..

Um
cair
que
já
não
sei
...

segunda-feira, agosto 10, 2009

domingo, julho 05, 2009

LAURA

LAURA...
Ainda me ouves,
ainda me sentes,
todas as noites,
é por ti que adormeço

Laura...
escrevo-te neste pedaço de papel
vazio cheio da tua falta
Laura...
ainda me ouves.

Sou um soldadinho de chumbo,
de coraçao magoado,
nesta guerra onde bons e maus
nao sabem nada
Laura

Jorge,
espero por ti.
Jorge,
partiste sem mim
mas eu fui contigo
e tu ficaste comigo

Jorge,
aqui te trago.

Jorge,
o cheiro que guardo,
na roupa que arrumo,
no beijo que gravei
Jorge...

Laura...
algum dia me queres?
Se tu soubesses
há quanto tempo eu olho pra ti assim,
sem que os outros percebam.

Espero sem esperar,
aceito sem aceitar,
vivo sem viver por ti.
Laura,
algum dia me queres
Laura...
Jorge...
Laura...

quarta-feira, junho 17, 2009

domingo, maio 03, 2009

take 2 do desafio

2. Escolher um artista: Guns n' Roses (what else)
3. Responder às seguintes questões somente com títulos de canções ao artista/banda escolhido:

És homem ou mulher?
Out Ta' Get Me
Descreve-te:
Symphaty For The Devil
O que é que as pessoas pensam de ti?
Coma
Como descreves o teu último relacionamento?
I Used To Love Her, Dust N' Bones
Descreve o estado actual da tua relação:
Sweet Child O' Mine
Onde querias estar agora?
Paradise City
O que pensas a respeito do amor?
Dont Cry, Right Next Door to Hell
Como é a tua vida?
Live And Let Die
O que pedirias se pudesses ter um só desejo?
One in a Million
Escreve uma frase sábia:
Love's so Estranged

quinta-feira, abril 23, 2009

O Desafio do Sr. Mario ( o boi )

O Desafio da Sra. Maria
Foi no blog do Mario que NÃO vi o meu nome para responder a um desafio composto por 4 partes.
São elas :
1. Colocar uma foto individual
- Procurem
2. Escolher um artista
Slash
3. Responder às seguintes questões somente com títulos de canções ao artista/banda escolhido:
- És homem ou mulher?
Espécie de Vampiro - Jorge Palma
- Descreve-te:
Acordar - Rádio Macau ou Coma - Guns n Roses
- O que é que as pessoas pensam de ti?
Paranoid Android - Radiohead
- Como descreves o teu último relacionamento?
Ouvi Dizer - Ornatos Violeta
- Descreve o estado actual da tua relação:
Eu não sei quem te perdeu - Pedro Abrunhosa
- Onde querias estar agora?
Inside my Head - Radiohead
- O que pensas a respeito do amor?
Facil de Entender - The Gift
- Como é a tua vida?
Bullet with butterfly wings - Smashing Pumpkins - Despite all my rage, i still just a rat in a cage
- O que pedirias se pudesses ter um só desejo?
Bem vindo a ti - Pluto
- Escreve uma frase sábia:
Deus está Morto
4. Escolher 4 pessoas para responder ao desafio sem esquecer de os avisar.
- passo

sexta-feira, abril 10, 2009

DeM

,nessa altura esqueci que havia uma realidade, lá porque o sentes não quer dizer que exista, mas eu conheço esse tal sitio, Deus está morto, não existe tal sitio onde estava. Observei-me, te, nos, vos, eles, sem me contrapor, interagindo, sem me contrapor, sem me interagir, mas o caminho não estava senão lá. Quero fazer, dizer e pensar. Não soube chegar, sinto que nessa altura em que não havia realidade, o corpo que parecia presente não estava, eu nem sequer lá estava. O dia era calmo e não sei que roupa levava. A tua face de rebeldia reproduz bem onde ando, no meio de nada. O mundo não existe como o vejo, mas Deus está morto, disso não me engano.
É uma porta de entrada, eu amo-te, sem saida e sem nada, eu e o meu ser meio perdido, e eu não sei cada vez mais quem tu és, ou não julgo saber, eu não sei nada, às vezes preciso fugir ao mundo e procurar outro refugio onde me contenha um pouco mais, a fim de não dispersar, não disparar. O vento, vem buscar-me ao desaparecer do vento, quando eu me deitar, não há nada que me sossegue, o sinal de vida, de tantas vidas que já vi passar por portas sem saida e sem nada. Sigo até ao limite, até onde não se pensa, para além de todas as paredes que existem, vou pescando novas ideias, afogando outras nas águas. Penso em tudo, ...Deus está morto...

domingo, janeiro 18, 2009

segunda-feira, dezembro 01, 2008

Às escuras

São iguais a mim. Eu vejo-os, são iguais em tudo a todos. Tu também os vês.
Eles não se conseguem ver tão bem como eu os vejo. Isso eles não sabem ver.
Mas eu vejo.

Vais ver... um dia acaba-se por ver tudo como eu vejo.
Às escuras.
Não quero falar mais.
Eles não me conseguem perceber tão bem como eu me percebo. Tu também os vês.
Às escuras. Isso eles não sabem ver.
Mas eu vejo.

terça-feira, novembro 25, 2008

CHINESE DEMOCRACY


Para todos os filhos da puta que nos julgavam mortos...
Guns r fuckn back

quarta-feira, agosto 27, 2008

domingo, julho 20, 2008

Agora as Couves

Uma couve pra mim
Uma couve pra ti
Olá olá olá...

terça-feira, junho 17, 2008

Quando eu morrer




Vai ser um belo dia
meu amor vais ver
vai ser tão calmo
vai ser lindo de morrer
e à minha volta tudo vai ter luz
essa luz que é meu desejo ter
e como um truque de uma insólita magia
trazendo o nosso amor de volta à luz do dia

quando eu morrer
meu amor eu fico vivo nos teus gestos
e em teu sorriso
por isso nunca deixes de sorrir
pois para o nosso amor viver é só o que é preciso

Manel Cruz - Quando eu Morrer - Foge Foge Bandido
"QUANDO EU MORRER" de Luís Vieira Campos -- 2006

segunda-feira, junho 16, 2008

terça-feira, junho 03, 2008

3 Anos



Nada passa por nós senão o tempo...

AMO-TE

segunda-feira, abril 07, 2008

Other side Of the World (cover)

Eu vi,mas nao agarrei

Por querer mais do que a vida
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim nao toquei nem nada
Do que em mim tocou

Eu vi,mas nao agarrei
Eu vi,mas nao agarrei

segunda-feira, março 17, 2008

quinta-feira, março 13, 2008

Tornados

Alucinado

Orfão de amores

Pus fogo à casa

Rufei tambores

Os cães rosnando

A dor também

Não tive medo

De ir mais além

O peito arde

Ardem cidades

Veias do mundo

Na tempestade


Antes assim

Visito a morte

Passa-me a língua

No sexo forte

Veludo rubro

Em carne viva

Garganta funda

Super activa

São ventos de outra era

Que me sopram na memória

Tornados de quimera

Que ficaram na história

São beijos pueris

De traições anunciadas

São fúrias febris

Dementes, desesperadas

São ventos de outra era

Que me sopram na memória

Tornados de quimera

Que ficaram na história

São beijos pueris

De traições anunciadas

São fúrias febris

Dementes, desesperadas

TORNADOS[Adolfo Luxúria Canibal / António Rafael] - Mão Morta

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Apneia

Apneia...
Solto um riso quando o despertador me acorda de manha, é bom ir acordando...
Um cigarro...
O coração bate mas não como dantes, é incerto e o aperto é estranho e novo. Apneia, não quero dormir.
Silencio... acendo um cigarro, falamos do dia a dia e passam-nos tantos dias...
Silencio... Não sei o que pensas, como pensas e quando pensas, se não estás noutro mundo... no teu silencio...
Gosto tanto do teu sorriso, gosto da tua tristeza, gosto dos teus olhos tristes, gosto dos teus olhos lindos e tristes, gosto deles sem o triste... Sem silencio...
Às vezes convidam-me a sair por aí na aventura, às vezes enganam, às vezes não sei se enganam... às vezes fecham... Apneia... Silencio... Convida-me a sair por aí.
Um cigarro...
Nada a dizer, o silencio invade o nosso mundo de novo... Apneia, acorda e respira, conheço este mundo tão bem que receio... Nenhum de nós tem nada a dizer ao outro...
ou tem?
Sem fundo, sem fundamento, às vezes os teus olhos enganam, às vezes não sei se enganam... Flutuo... Apneia...
Boa noite... dorme bem e acorda amanha...
SILENCIO...

segunda-feira, dezembro 24, 2007

sábado, dezembro 22, 2007

sexta-feira, outubro 12, 2007

Perigo

Atenção...
Vai existir mais um perigo na estrada...
A minha irmã... argh.
PARABENS

sábado, setembro 22, 2007

Esta Musica Não Me Larga

Vem
Além de toda a solidao
perdi a luz do teu viver
perdi o horizonte
Esta bem
Prossegue la até quereres
Mas vem depois iluminar
Um coracao que sofre
Pertenco-te
Até ao fim do mar
Sou como tu
Do mesmo amar
Por isso vem
Porque te quero
Consolar
Se nao esta bem
deixa-te andar a navegar
Madredeus - Vem

sábado, julho 07, 2007

A Casa

Sentir de novo
Aquela dor
A pouco a pouco respirar
Aquele amor que foi
Vivido e esquecido
Em segredo
Como ninguém

Perdoar
Como perdoar
Há tanto tempo que eu queria mudar
Queria voltar
Acordar
Deixar o dia passar devagar
Assim ficar

Sentir de novo
Aquele amor
A pouco a pouco consolar
Aquela dor que foi sentida e sofrida
Em silêncio

Chegar de novo
Sentir o amor
Voltar a casa sem pensar
Deixar a luz entrar
Esquecer aquela mágoa
Sem ter medo
Como ninguém

Encontrar
Poder encontrar
Todas as coisas que eu não soube dar
Saber amar
Perdoar
Saber perdoar
Há tanto tempo que eu queria mudar
Queria voltar
Aceitar
Deixar que o tempo te faça voltar
Saber esperar


Rodrigo Leão - A Casa

segunda-feira, julho 02, 2007

desconexo

desconexo
a ultima noite foi uma completa insonia,
o mundo parecia outro,
Só, quase só

A manha não era a mesma,
a noite não foi a mesma
nada foi o mesmo
mas nada mudou.

as palavras não ditas
as palavras malditas

segunda-feira, junho 25, 2007

terça-feira, junho 05, 2007

Na Escada

Descia-se a escada , degrau sim, degrau não, descia-se...
Saia-se para a Rua sem nome e localidade, mas saia-se...
Via-se predios e pessoas, e os carros passavam

Descia-se a escada e como o tempo, mudavam
as pedras que sempre foram estas pedras,
Outras onde as pessoas passavam

Descia-se a escada e via-se a Rua
as janelas abertas eram o sinal de vida
Agora são só janelas, mas fechadas

Descia-se as escada e ouviam-se as vozes
Saiam os velhos e os novos de novo
Onde estão as vozes desse povo?

Descia-se a escada , degrau sim, degrau não,
Saia-se para a Rua sem nome e localidade,
Via-se predios e pessoas, e os carros passavam

O tempo não mudou mas passou
Descera-se a escada e saira-se para a Rua
Via-se e passava-se

Algo sempre se passara
na Escada

segunda-feira, junho 04, 2007

2 anos de Mimos Time


AMO-TE

Parar

Não contes para alem do que sabes contar
Um dia passas a linha e deixas de poder
Parar

Um dia contas com o que deixas de poder contar
Perdes-te no infinito do que esteve lá a somar
Qualquer tempo acaba por ser tempo de
Parar

Segura o teu espaço
Antes que este se desmaterialize em perdas
Lutas de quem quis ter tudo, de quem não quis
Parar

Sempre soubeste da insanidade
O pós-morbidus que faz levantar todas as questões
O que me faz querer que o tempo passe a
Parar

segunda-feira, maio 21, 2007

No Sangue

Tira-me o mundo pela boca fora,
Diz-me do que se fala por agora,
Do que te falam as outras vozes?
O que lhes decoras,
Deturpas sem saber
Aquilo que te trás o prazer.
Cá estarei no fim desta guerra
Que a vida é toda uma espera,
Onde o azar dá àqueles
Várias formas de calor

Corpos danças e corpos
Por uma merda de fome...
Que detorpe o amor

Diz-me o desejo que queres sentir
Tudo aquilo que procuras
Que tragos imploras?
Alimentas sem dizer,
Aquilo que te dá eufuria.
Que te faz sacear o prazer?
Vou ao fim desta Terra
Que a vida é toda uma espera.
Sentir novamente a dôr
Novamente a dôr...
Por várias formas da mesma dôr

Mais uma etapa passada


segunda-feira, maio 14, 2007

Ontem

I step off the train,
I'm walking down your street again,
and past your door,
but you don't live there anymore.
It's years since you've been there.
Now you've disappeared somewhere
like outer space,
you've found some better place,
and I miss you
- like the deserts miss the rain.
Could you be dead?
You always were two steps ahead
of everyone.
We'd walk behind while you would run.
I look up at your house,
and I can almost hear you shout
down to me
where I always used to be,
and I miss you
-like the deserts miss the rain.
Back on the train,
I ask why did I come again.
Can I confess
I've been hanging around your old address?
And the years have proven
to offer nothing since you moved.
You're long gone
but I can't move on,
and I miss you
-like the deserts miss the rain

quinta-feira, maio 10, 2007

Intitulado

Não é no dizer que está o erro, mas nas palavras que não usamos.
Não é no dizer que há a falta, é no pensamento que não falamos.
Eu sei sentir o que falta, sei dizer mas não quero, sei pensar sobre tudo, mas o não acabar deixa-me no meio.
Chego ao ponto de perder o freio, o fio condutor e a escapatória, chego ao ponto do despiste quando são palavras a mais, por serem contudo palavras a menos para a conclusão.
Eu penso tanta coisa que não digo, estou quase sempre a ouvir, calado.
As horas são muito mortas quando passadas a meu lado, e por vezes parece que não penso em mais do que um orgasmo, mas penso... Às vezes bloqueam-se todos os caminhos da viabilidade, e eu torno-me inviavel.
Eu quero falar dos erros, e quero que neles repares sempre que com eles tropesses, quero errar e saber que erro, mas quero mais erros dos que já sei errar.
Eu quero amar até perder de vista, mas sentir o mundo infinitamente plano sem perder de vista, quero amar como um sufoco, e no sufocar eu sou perito.
Eu quero tanta coisa que o pouco não chega. Quero ser dois, para saber como se sente o outro que está comigo, para saber porque não me resposde às vagas coisas que digo.
Eu quero sentir como quem sente para falar do que quem sente senão eu.
É que não é no dizer que há a falta, é no pensamento que não falamos.

quinta-feira, abril 19, 2007

terça-feira, abril 03, 2007

Novo Album...

Aquele era o tempo
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam,
Eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acesos.
Marinheiros perdidos em portos distantes,
Em bares escondidos,
Em sonhos gigantes.
E a cidade vazia,
Da cor do asfalto,
E alguém me pedia que cantasse mais alto.

Quem me leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam,
Em que homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro.
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta.

Quem leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?

Quem me leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?

Pedro Abrunhosa - Quem me leva os meus Fantasmas

O titulo até parece meu...

quarta-feira, março 28, 2007

Slash parte 2


Pois é
VELVET REVOLVER
de volta ao
Coliseu dos Recreios.

sexta-feira, março 23, 2007

Abismo

A vertigem é certa para quem dela sofre, por cada degrau acresce não só o medo como o tempo passa, o ar já rarefeito bloqueia a oxigenação do cérebro e nas veias o sangue pára quase em coágulo.
Os primeiros passos da saída do abismo foram rapidamente dados e agora no topo da racha observo o quão fundo me deixei ir. Oiço o eco ainda vindo de baixo...
Nada para se parar, e o receio dos futuros degraus, o descrer da aurora de todos os dias, e o impiedoso lembrar do passado, tão diferente.
O abismo é a casa dos fantasmas que o assombram, que o povoam e o comentam, que o fazem mais fundo no seu real fundo.
As ideias é que nunca mudam, o modo de pensar pouco quotidiano, o não evoluir com a evolução sem regredir. Não sou dependente de mais droga nenhuma senão a que me persegue, a aurora que a sustenta e a noite que a alimenta, a sombra não me larga...

segunda-feira, março 19, 2007

quinta-feira, março 15, 2007

domingo, março 11, 2007

quinta-feira, março 08, 2007

Parabens à Sogra

Hoje é dia da mulher mães, avós, tias, irmãs, namoradas, sogras gajas e afins...
Para alem disso a sogra ainda faz anos.
PARABENS

domingo, março 04, 2007

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Ter Visão


Grande concerto, grandes bandas e uma excelente companhia.
Amo-te

sábado, fevereiro 17, 2007

...
Que
saudades
de
tudo
o
que
ainda
não
vi

...

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Dia dos Namorados


Sabadabado vai ser mais um destes momentos

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Fazer um filhão?


...como que um pilhão, um vidrão...
...
...silencio...
...
...Menos uma vida não...

Bem vindo...

Vamos ver o Sol
Ver o mundo morrer...
O filho deita-o pela boca e deixa o puto crescer
confortavelmente num só corpo...

quarta-feira, janeiro 24, 2007

?Despenalização?

Despenalização? afinal que procuram as pessoas?
Ser a favor? ser contra?
Será que metade da população votante sabe realmente aquilo que está a ser posto em causa?
Será que ser inculto tornou-se uma especie de cultura venerada?
Que causas andam submersas no meio? E o usar politico de tudo isto? Será que está tudo estupido ou anda tudo a dormir?
É que de facto o que se incute como defesa já é de facto um facto consumado não penalizado.
Não se fala do que não convem, para que não se abram os olhos dos otários contagiaveis do costume.
Vou contar-vos um segredo...
Voces são uns patetas LOL

sexta-feira, janeiro 19, 2007

A Textura da Chuva

Gosto de encher os dias a passear de chapéu aberto enquanto caem pingas em toda a parte, quando não sou perturbado pelo brilho de um Sol falso, perder a luz de um viver,
Falso,
mas sim por um brilho da água e dos reflexos da mesma.
Gosto de um guarda-chuva que me cubra, de ouvir as gotas a bater no tecido plastificado, conto-me a vida toda enquanto batem as gotas. Isolo-me do mundo e das caras frias que passam, penso-me, conheço-me, entristeço-me e amo-o... a dor, a raiva, a mágoa, a raiva, num eco... Adoçam-nos os momentos menos baixos da vida, entristeço-me de bom grado, faço o meu próprio pranto, sufoco-me, amo-me até à exaustão.
Vem...
Por muito que o tempo mude, que se voltem as voltas, que nos cubra outro tempo, que me encontre lá por outro lado, eu não me mostro a ninguém que não eu. A veia já foi mais disponível para este sangue, o chuto já foi melhor, a ressaca já foi o hábito de outros tempos em que haviam outros habitos, a alegoria chegára depois... Pensava que vinhas a este lugar conhece-lo, pensava poderes reconstruir este espaço de novo, a chuva caia na altura em que menos bem pensava. O seu corte oblíquo sobre todas as coisas as vezes surge como facas na carne, o rasgo e o sentir frio, o escorrer pelo corpo como o suor dos momentos íntimos, e na cara por vezes a mistura de outras quedas, por vezes só as quedas diferentes da textura da chuva.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

domingo, dezembro 31, 2006

domingo, dezembro 24, 2006

domingo, dezembro 03, 2006

O Poço

O capricho de saber é uma inquietude, querer saber de mais até saber de mais,
Querer explorar até ao fundo...
O fundo do poço é sempre uma agua turva,
eu tenho um fundo do poço,
eu e meio mundo
O fundo do poço é tão fundo que ninguem dá por nada quando me afundo, o fundo do poço é no fundo, mas lá cabe meio do meu mundo.
Uma vez deitado no poço,
ou é leve ou vai p'ró fundo

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Meio Tempo

Era uma palidez de quem foge ao Sol como quem foge ao medo, a todas as horas em que brilha, mais um meio coberto de cores mortas e agressivas, um estar de luto pela lógica, uma meia saudade dela...

Era meia palavra dita, meio mundo por dizer, meio mundo perdido.

Era um meio desacreditar de tudo, uma meia perda de sentido, meio viver por uma motivo que se afastára para a neblina.

Era meio tempo oferecido,
meio de duas vidas.

quinta-feira, novembro 30, 2006

quinta-feira, novembro 23, 2006

Parto do Principio

... que o concerto foi bom...
Cheguei... a horas... 5 carros... parados...
Parto do principio que o concerto foi bom, dos 5carros um devia de ser da banda, outro do segurança, um do gerente, um de um qualquer grupo de amigos que foram acompahar a FAMOSA banda e o ultimo carro era o meu...
Conclusão nem entrei.
Parto do Principio que o concerto fora bom, pois eu fui para o pão com chouriço com a companhia de quem mais companhia faz. O meu amor...
A noite foi assim bem melhor.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Podia ser pior

ou não...
Ainda vou a pouco mais de meio do mês e acho que este Novembro já deu indicios que a palhaçada ainda nao terminou, ao que parece ainda se comprometem os dias com o mês.
Andei um ano com um VW Golf velho que nunca me deu problemas, nunca bati e nunca me bateram. Como sou estupido que nem uma porta comprei um carro em Novembro e logo na primeira semana bateram-me por trás, mesmo no meio do mês, 15 de Novembro, que só por acaso estava a chover a potes.
Como sou estupido que nem uma porta agi de boa fé e não chamei a policia, perguntei 3vezes ao condutor que me tinha batido se se declarava como culpado, ao que respondeu 3vezes que sim.
Retiramos os carros para um local que não piorasse o transito e o resultado foi, uma confusão do caraças. O gajo é marroquino e nem tinha todos os documentos na altura, andei 4 dias atrás dele e da empresa à qual pertencia a carrinha que o marroquino conduzia. passados 4dias consegui a declaração assinada e preenchida mas ainda estou para ver qual vai ser o resultado da peritagem. Com a sorte que eu tenho, na volta ainda me dão como culpado.
Para melhorar um pouco a situação com toda a chuva que apanhei, fiquei de cama, e não pude ir trabalhar, em qualquer situação isto nem seria mau, mas quando se tem negocios pendentes isto geralmente não deve ajudar digo eu, acho que só amanha é que vou conseguir descobrir em que estado ficaram estas coisas.
Pois é amanha regresso à vida habitual, vou trabalhar e tal, e depois não me perguntem porque, mas vou assistir a um concerto de uma banda que não gosto, à força, do estilo, ou vais, ou vais...
Até ao fim do mês tenho esperança de não partir nenhum braço ou perna que me imobilize de vez, se bem que em certas alturas isso não seria mau de todo.
Mais uma pequenina coisa...
EU NÃO SOU RACISTA (pelo menos, não sou pouco)
OS MARROQUINOS é que já morriam todos.

quarta-feira, novembro 15, 2006

sexta-feira, novembro 10, 2006

LOL

lol


Agora é que reparei que civic ao contrario escreve-se civic lol
Sim eu estou babado

VVVVRRRRRUUUMMMM.......

quarta-feira, outubro 11, 2006

A Caneta

Comecei este texto numa folha de papel, com uma caneta que teve o mimo de se deixar ficar sem tinta logo após a primeira palavra esboçada no papel.
Veio-me logo a ideia que isto significaria, que nada haveria a escrever...
A palavra foi...
MORRE

quarta-feira, setembro 27, 2006

Change

If you knew that you would die today,
Saw the face of god and love,
Would you change?
Would you change?
If you knew that love can break your heart
When you're down so low you cannot fall
Would you change?
Would you change?
How bad, how good does it need to get?
How many losses?
How much regret?
What chain reaction would cause an effect?
Makes you turn around,
Makes you try to explain,
Makes you forgive and forget,
Makes you change?
Makes you change?
If you knew that you would be alone,
Knowing right, being wrong,
Would you change?
Would you change?
If you knew that you would find a truth
That brings up pain that can't be soothed
Would you change?
Would you change?
How bad, how good does it need to get?
How many losses?
How much regret?
What chain reaction would cause an effect?
Makes you turn around,
Makes you try to explain,
Makes you forgive and forget,
Makes you change?
Makes you change?
Are you so upright you can't be bent?
If it comes to blows are you so sure you won't be crawling?
If not for the good, why risk falling?
Why risk falling?
If everything you think you know,
Makes your life unbearable,
Would you change?
Would you change?
If you'd broken every rule and vow,
And hard times come to bring you down,
Would you change?
Would you change?
If you knew that you would die today,
If you saw the face of God and love,
Would you change?
Would you change?
Would you change?
Would you change?
If you saw the face of God and love
If you saw the face of God and love
Would you change?
Would you change?
Tracy Chapman - Change

segunda-feira, setembro 25, 2006

domingo, setembro 17, 2006

Entre um sim e um não

Guardar sem ter razão, até os olhos deixarem esculpir a dor, um furo...
Não mais que um furo...
Optar entre um sim e um não, ficar entre um sim e um não e nada mais que entre um sim e um não, invariavelmente entre não mais que um furo.
Olha bem para os meus olhos, há mais que um furo, entre um sim e um não. Demasiadamente filosofal, demasiadamente aprofundado, demasiadamente desinteressante para o quereres tomar em atenção, não há preocupação entre um sim e um não, afinal os dias vão surgindo no meio, invariavelmente dia sim dia não, demasiadamente há-de ser o que nunca passa no espaço que converge entre um sim e um não, há-de ser entre os espaços de tempo entre um dia sim um dia não, não mais que um furo.
O que nunca sai e entra não purga, não cura e não passa. Há-de sempre ser o mesmo invariável entre um sim e um não, chhhhhuuuu...
Silencio.
Se invertermos a opção de termos nada vai mudar, a diferença entre o entre um sim e um não sempre ficará a diferença entre um sim e um não. Há falta de acção, e tem havido já a falta de inovação, já a falta de intenção, já a falta de que faltem faltas entre um sim e um não.
- Gosto pouco das cores a pintar o céu de hoje, porque não desces mais um pouco para alterares o mundo para mim? Podias deixa-lo de vez ao meu gosto, assim numa cor neutra talvez... talvez...
Apenas o infinito não tem limite, e eu estou cansado desta extensão que é a ser-se infinito.
Eu prefiro fugir a enfrentar, eu não prefiro fugir a enfrentar, eu sim, eu não, nós entre o sim e o não.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Os Homens também choram

Os Homens também choram. E se choram são maricas. E deixá-los ser. Choram porque são traídos e porque amam. Choram porque sentem que não são amados. Choram quando lhes dizem que têm dúvidas, só podem ser amigos. E também são orgulhosos. Resistem e mentem quando amam, por despeito, porque talvez haja vida para além do amor. E há os que são fracos e cedem às tentações da carne para não estarem sós, para tentarem andar para a frente. Mas há quem continue a chorar porque não consegue andar para a frente. E há quem continue a pensar que está a andar para a frente mas na realidade nunca estará porque nunca os fantasmas foram mortos. E nessa altura os Homens choram e pedem perdão. E há os Homens que sabem perdoar e a vida pode ser idílica e pode tudo voltar à primeira forma. Ou pode voltar tudo ao mesmo e termos mais do mesmo. É um risco.

Mas também há os que jogam com as circunstâncias favoráveis e não perdoam. E aí só um chora e chora muito. O Outro segue simples e pacífico, iludido, não se apercebendo que cometeu o maior erro da sua vida. Esse só chorará no futuro.

E há os que choram porque assistem a tudo, com uma raiva de quem já viu o filme, sabe o desfecho, e sente-se impotente para mudar uma vírgula...


Texto publicado em: http://musicologo.blogspot.com/

The Day of Today Was a Little...

terça-feira, agosto 22, 2006

segunda-feira, julho 31, 2006

FERIAS

Só nós dois e 3semanas que se irão passar, a Lua, os mimos, a piscina e sei la eu que mais...

segunda-feira, julho 10, 2006

sábado, julho 01, 2006

DUAS...

Eu quero saber, eu quero, eu quero!!!!!!!!!!
Um ano e Um mes, UMA VIDA TODA
DUAS...

terça-feira, junho 20, 2006

Uma nesga...

Tanto tempo que passa e tanta envolvencia na naturalidade dos objectos que me surgem mil pensares de varições do real, mil ideias sobre o efeito das coisas que nos rodeiam, fica-me uma nesga entre o desespero da reflexão e o sufoco da falta de expressão.
Passa tanto tempo por nós que fica tenta coisa por dizer e falar, tanta coisa que roube tempo para ser ponderada, passa tanto tempo e nem damos por nada, e quando estamos de facto consumado em ponderação, em conversação, faltanos tantas palavras para encher o tempo que depois do fim fica um imenso nó por soltar, por nos apercebermos que nunca sai tudo, que somos incompreendidos, incompreensiveis, demasiado confusos e confundidos, não nos parecemos connosco, nem com nada que se pareça.
Uma nesga...

sábado, junho 10, 2006

Efeito Secundário

... sem efeito,
O fumo inalou-se mas parecera sempre inacabado ao sair pela porta do fundo,
Estou sem palavras por estar farto de não falar...

quinta-feira, junho 01, 2006

1 Ano Depois

Porque um ano depois deixa de haver medida que sirva para tomar conta desta imensidão que somos.
Queria tanto dizer-te o quanto significas em todos os momentos da minha vida, o conteúdo mesmo, mas esse nas palavras parece tão curto e pequeno. Tudo em nós, foi inesquecível neste ano que passou desde que nos começamos a amar, desde que nos apercebemos que somos feitos um para o outro e que nada no mundo nos poderia separar, que nada é tão forte como o que sentimos um pelo outro, nada que se equipare sequer.
Ao inicio sempre pensava que seria apenas uma golfada de ar quente que por nós passara, que com o passar do tempo amadureceria e acabaria por cair como qualquer outro fruto na natureza que acaba sempre por morrer, pensei que todo aquele fogo cedo se extinguisse e nos torna-se meros passageiros no mesmo barco, com sentimentos bem passivos e vidas meio entrelaçadas por correntes fracamente construídas. Toda a fugacidade criou inicialmente em mim um medo de futura fraqueza e de futura pequenez, um medo de queda e de estar mais uma vez a ver e querer de mais na ínfima procura do ser ideal.
Depois o tempo foi passando e nada em nós parecia querer tombar, os alicerces da relação foram todos os dias aparecendo e mostrando que somos mais fortes que tudo e todos, sempre por nós.
Amamo-nos e tudo nos diz somos feitos um para o outro.
Desde as noites de Belém e da nossa praia, dos primeiros passeios dos primeiros dias, das chegadas a casa a horas já de dias seguintes, da nossa Lua, das nossas ondas do mar, das nossas musicas, nas nossas palavras, dos nossos mimos, em tudo o que foi e é sempre tão nosso.
Depois todos os dias correm sempre muito devagar com a tua ausência e faço por vezes loucuras só para ver o teu sorriso e alegria ao ver-me chegar. Faço sempre tudo por nós porque és única, és a única que o merece, és a mulher da minha, quem me faz ser feliz só por estares ao meu lado, és mesmo única em tudo amor, e sempre a mais perfeita deusa de todos os mundos. É tão bom estar ao teu lado todos os dias e trazer-te todos os dias no coração e nas horas que me deito. Trazer-te para o futuro onde nos vemos juntos e felizes só por sabermos que lá estaremos um e o outro, no mesmo espaço e com o mesmo amor que temos todos os dias para dar.
Eu amo-te, e amo-te mais que tudo, e digo-o vinte mil vezes por dia em todos os meus pensamentos, quando não te posso ter a meu lado, eu amo-te e isso chega-me por saber que me amas de igual forma, eu só penso em ti todos os milésimos de segundo porque não me resta mais tempo para pensar, eu amo-te e não me consigo cansar de dizer que te amo.
Temos um ano de namoro passado, e sabemos o que queremos, sabemos que nos temos e que tudo o que é exterior a isso perde toda a importância quando comparado connosco, temo-nos um ao outro e para toda a vida
Amo-te

sexta-feira, maio 26, 2006

e mais

Temos quase um ano de namoro e sei que nunca me senti assim tão bem, com tamanha felicidade, com tanta vontade de estar com alguem para sempre e de viver a dois, partilhar o meu espaço como um nosso espaço e a minha vida na nossa vida.
Amo-te tanto que é mesmo impossivel escrever o que a palavra tanto quer dizer.
Sinto-me tão bem ao teu lado mor, preenches-me na totalidade e contigo a meu lado todos os problemas deixam de o ser, trazes-me toda a calma e toda a compreensão que em certos momentos me faz tanta falta, soltas as palavras mágicas e misturas todos os toques e mimos do mundo muito bem concentrados em nós.
Nem sei mais o que dizer, apenas me apeteceu agora escrever algo mais.
Tentar mais uma vez mostrar o quanto te amo e tentar mais uma vez expressar tudo em palavras.
Amo-te mais que tudo mesmo.
Amo-te,
e mais e mais e mais...

domingo, maio 21, 2006

Mensagem Pendente

Há ideias que nunca acabam, nem o tempo corrido sem pressas as leva para longe, inúmeras palavras por contar e indisives números e cálculos pela vida.
Há um tempo que corre em nós e nos acalma quando já passamos pelo pior, mas o mesmo tempo não nos faz esquecer outros tempos pendentes.
Trago mensagens pendentes pela vida fora e acumulo qualquer anel de Saturno em mim no vasto espaço da minha memória, jorro as ideias constantemente nos dias, comprometo-me mas sou dependente de outros, não para falar, mas para ouvir, para responder.
O tempo nunca me acalma, só me enerva e arrasta para o fundo o que não me deixam explodir.
Sei gritar com todos mas não contigo, mas se gritares comigo, fico bem mansinho.
Raio que parta a travessia do mar que aqui nos separa.
Fala-se demais de um lado, fala-se de menos no outro.
Porque adiar e fingir passar, e não saber que jamais qualquer passo se ali passa sem que certo passo se passe…

segunda-feira, maio 15, 2006

Sem Razão Aparente

Descia-se a escada , degrau sim, degrau não, descia-se...
Saia-se para a Rua sem nome e localidade, mas saia-se...
Via-se predios e pessoas, e os carros passavam

O tempo não mudou mas passou
Descera-se a escada e saira-se para a Rua
Via-se e passava-se

Algo sempre se passara

domingo, maio 14, 2006

No Title to Use

Here, if it's any conselation, take mine
No, no need for explanations, it's alright
With me it would only be redundant, see
If you only try to keep it all inside
I lay me down with your decision
Blow your mind, don't hesitate
This devil takes your pain away
Take mine

But now that I have finally found you
I'm gonna take it one step at a time
Let's try to keep this good thing going
You tell a joke, I nearly die
We have to laugh until we cry
Take mine, please take mine

My margarita chum, that's what you are
I'm laughing my ass off when you sing
Everybody's happy now
The Luna-queens become the lunatics
While Janis Joplin tells her friend
He's just a one-night stand

I hear you retching in my bathroom, but I don't mind
No, I'll clean it up tomorrow, just sit down
Again you choke me when you grumble
You and me we're so much like RG
And now I'll show you how to tango
I think it's time for us to say
That this has been a perfect day and retire, please retire

My margarita chum that what you are
I'm laughing my ass off when you sing
Everybody's happy now
A v.i.p. is what you are to me
I love it when you take me on your lonely Sunday stroll

Anouk - Margarita Chum

segunda-feira, maio 01, 2006

11 Meses de Amor

Eu não sei, que mais posso ser
um dia rei, outro dia sem comer
por vezes forte, coragem de leão
as vezes fraco assim é o coração

eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor, gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser

Foram tantas as noites sem dormir
tantos quartos de hotel, amar e partir
promessas perdidas escritas no ar
e logo ali eu sei...

(Que) Tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me das a mim
e tudo o que eu te dou

Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena
fazes aqueles truques que aprendeste no cinema
mais peço-te eu, já me sinto a viajar
para, recomeça, faz-me acreditar
"Não", dizes tu, e o teu olhar mentiu
enrolados pelo chão no abraço que se viu
é madrugada ou é alucinação
estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão
hum, esse odor, traz tanta saudade
mata-me de amor ou da-me liberdade
deixa-me voar, cantar, adormecer

(Que) Tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me das a mim
e tudo o que eu te dou

Pedro Abrunhosa - Tudo o que te dou



11 meses depois e não há palavras que descrevam o quanto te amo, não há palavras para a nossa relação, para o nosso amor, para nós, para estes 11 meses de amor.
Amo-te Sofia

sábado, abril 29, 2006

Em memoria de Circulos

"The Beginning Is The End Is The Beginning"
Send a heartbeat to
The void that cries through you
Relive the pictures that have come to pass
For now we stand alone
The world is lost and blown
And we are flesh and blood disintegrate
With no more to hate
Is it bright where you are
Have the people changed
Does it make you happy you're so strange
And in your darkest hour
I hold secrets flame
We can watch the world devoured in it's pain
Delivered from the blast
The last of a line of lasts
The pale princess of a palace cracked
And now the kingdom comes
Crashing down undone
And I am a master of a nothing place
Of recoil and grace
Is it bright where you are
Have the people changed
Does it make you happy you're so strange
And in your darkest hour
I hold secrets flame
We can watch the world devoured in it's pain
Time has stopped before us
The sky cannot ignore us
No one can separate us
For we are all that is left
The echo bounces off me
The shadow lost beside me
There's no more need to pretend
Cause now I can begin again
Is it bright where you are
Have the people changed
Does it make you happy you're so strange
And in your darkest hour
I hold secrets flame
We can watch the world devoured in it's pain
Strange
Strange
Strange

The Smashing Pumpkins - The Beginning Is The End Is The Beginning

domingo, abril 23, 2006

É assim que fico quando estou ao teu lado



O Homem mais tosco e apaixonado do mundo

sexta-feira, abril 21, 2006

O maior segredo está no ouvir

Find a way and clear my soul
Driving out to get my goal
God knows I cannot stand
It's time to say goodbye
You don't know, you should have known
the pain I feel inside
So, I was dreaming of you
I was falling with you
and broke my heart
So, I was falling for you
I was dreaming with you
and broke my heart
Find a way and clear my soul
Driving out to get my goal
You don't know, you should've known
the pain I feel inside
God knows I cannot stand
It's time to say goodbye
Find a way to ease my breath
on and on to fill my chest
I can't stay, I cannot stay
cause only tears remain
I can't hide, I cannot fight
and play this crying game
So, I was dreaming of you
I was falling with you
and broke my heart

Rodrigo Leão - Deep Blue

quarta-feira, abril 05, 2006

Sr. Inutil

Bem vindo a ti, a quem és, como te sentes e como te sabes, Bem vindo a ti...
Podia ser mais leve, mas não, o cargo é pesado pelo saber que não se é capaz. Não por uma falta de vontade que por vezes nos enche os dias, mas simplesmente por uma incompetencia repleta de mãos atadas, sinto os meus braços demasiado curtos para aquilo de que te quero proteger, nem sei como o fazer, por tudo isto ter sido demasiado repentino, sem ter tempo de ponderar todas as possiveis palavras que te fizessem sentir mais tu, mais calma e alegre.
Sinto pouco todo o meigo que posso ser, e ao mesmo tempo, tudo o que tento ser fica muito aquem daquilo que sei ser. Infelizmente não tenho tempo para todo o tempo que gostava de poder ter.
Estou tambem demasiado habituado à minha palidez, à palidez de todos os outros, mas em relação à tua faz-me afligir. Ao mesmo tempo que tudo estava demasiado calmo, tudo acelerou e o tempo não dá por si a passar. Podia ser dois, ou tentar ser dois, mas meio eu não me chegava para as duas partes já que um uno não consegue ser suficiente para apenas uma das partes.
Não consigo parar o tempo e dividir tudo, por forma a que tudo seja um numero inteiro, existem sempre virgulas e mais virgulas em toda a numeração que separa o tempo e as distancias onde quero e tenho que estar...
É uma luta injusta e imparcial que nos afecta.
Sinto-me um Sr. Inutil

domingo, abril 02, 2006