sábado, março 01, 2014
Claustro
Respira, para que um pouco antes de quebrares sustenhas a raiva, procura entender que o vento nos sopra para longe do caminho.
Eu, o que penso, o que faço e o que digo está no silencio.
vai dormir
terça-feira, fevereiro 25, 2014
Hoje
Umas abertas, umas fechadas.
Por cada lado uma saída, uma entrada.
E chaves, várias chaves, no trinco.
Gravar, apagar, iludir, destruir.
Afundar
Demasiado tarde, demasiado cedo.
Nunca o é...
Não há tempo, não há medida, vem voar...
Vê o Sol, Vê a Lua, Vê o Sol, Vê a Lua,
Vê os dias a passar,
Foram tão poucos e já são tantos para contar.
Intenso o que trazes na presença
Intenso quando há ausência,
O incenso que trazes contigo,
Povoa-me e entranha-me.
Não me largues,
Anda de vez sem partir outra vez.
Não te largo,
Nem tão pouco sei como.
Não sei já ser algo sem o ser sem tu lá estares.
Presente
Ausente.
Vem de vez
quinta-feira, fevereiro 20, 2014
Carta a Caos
De partes estranhas, de ruas distantes, de uma ausência desregrada, de um ecoar desconhecido
E de tudo o que é descontrolar.
De um mente cheia, de um olhar vazio, de uma falência declarada, de um buraco coberto
E de tudo o que é descontrolar.
De uma mãe de dEUS, de umas palavras de Zeus, de um perpetuo no achar, de descrente no mudar.
E de tudo o que é descontrolar.
De um Solfeggio, e de um Marte, de notas perdidas, de umas guerras por travar.
E de tudo o que é descontrolar.
De um devir inerte, e da inércia do ar, das línguas difíceis de dizer, dos corpos por matar.
E de tudo o que é descontrolar.
Da sapiência, e da sua ausência, do visível silencio, do oculto gritar.
E de tudo o que é descontrolar.
Dos problemas, e das resoluções, dos intempéries e das merdas a pairar.
E de tudo o que foi descontrolar.
O seu caos no mundo e nas linhas que a caneta se deixa pousar.
sábado, fevereiro 15, 2014
Odiar, Inspirar, Amar Expirar, Parar
Odiar, Expirar,
Odiar, Parar
Jamais ser o que não sou, o vislumbre transfere-se em dose contidas, até totalmente estar evaporado,
Posse, é muito mais do que uma palavra, um desaforo, distorce o belo e reproduz a ausência.
Podia dormir por dias consecutivos, perguntar-me por mim no acordar e desejar-me ausente em todas as alturas. Apagar os erros, esquecer o que já sei, esquecer porque o sou, esquecer porque assim me fiz ser, porque assim me sei ser.
Amar, Inspirar
Amar, Expirar
Amar, Parar
Se o amor é cego, comprar-lhe-ei por diversas vezes um guia.
Quando encontrar o porque para todas as perguntas, o saber de todas as razões, talvez me encontre.
Num outro caminho, de uma outra forma, que com todas as fazes de mudança, sempre tudo se torna o mesmo. As entrelinhas e as ondas crescem, o despistar e o bater, o mergulhar num copo de água, ou será de gin.
Inspirar
Expirar
Parar
Porque tudo o que conheço é certo que um dia morra comigo.
Sôfrego, incontido, desmedido, num auto-consciente perpetuamente melancólico.
Todas as palavras fazem correr um pequeno eco do que se grita aqui dentro, e poucas são as vozes que se deixam ouvir à já tanto tempo quanto o tempo a que as oiço.
Se algum dia deres por elas, volta a tapar tudo o que se queira escapar, o estranho e todos aqueles que lhe são conhecidos, em paralelo o medo que habita numa casa na montanha, e a inexistência de espaço, a soltura dos pensamentos acorrentados nas falésias, a forca e a pistola, o sexo e o caixão, o ego e o não ego. O aMOR e o desconfigurado ser que o carrega, meio ofuscado pelos fumos e pelas luzes de fora, de tudo o que seja de uma forte luz pálida e a claridão da negritude que me ilumina. O saber não ser, outro, aquele que não eu. O desamor, e todas as mutilações por cada frase contida. o Wittgenstein, o Platão, o Descartes e o Nietzsche, todos juntos de mão dada com a penitencia. Os gritos, os surdos e os mudos, os meus.
Inspirar Odiar,
Expirar Amar,
PARAR
segunda-feira, fevereiro 10, 2014
Anda
Anda, fica,
Anda fica e não partas todos os dias
Custa sempre e cada vez mais ver-me ficar e partir contigo.
No nosso caos estou tão mais tranquilo.
Anda, fica,
Partilha, rasga tudo, destrói, queima, arde, no calor,
Arde
Arde
Arde
Anda, chega mais perto,
MAIS,
Quero sufocar-me em ti em todos os espaços temporais que possas contar.
Anda, conta-me tudo outra vez até saber mais de ti do que tu sabes,
Da-me, dá-te, até mais não.
Amor uma cabana e bolachas,
Uma cabana e bolachas,
Bolachas,
Arde
...Amor
quarta-feira, fevereiro 05, 2014
Vontade
O trono de sofismos,
Alegorias, vastos prantos verbais
Fui um povo de razão,
Fora com todos os sentidos
Plenas as noites
Claros os dias negros
Deixei-me ir
De onde soube existir
Fora com toda a razão
Desconjuntura
Os pés no ar,
A cabeça no chão,
Sem pensar, Sem saber, Sem a mão
Faz-se colidir a razão e o coração
quarta-feira, janeiro 29, 2014
Constancia em nada
Quebrar, partir, colar, juntar, vai sempre sobrando uma peça por cada vez que o circulo se faz.
Inersia, Constância, Inconstância, Inersia.
Ninguem sabe ou percebe nada do que se passa, uma faísca no rastilho para fugirmos para a toca.
Tira de vez as entranhas, que se veja tudo agora.
Nada
Nenhum amor de ninguém me fará voltar.
À tua frente a razão acaba num ápice, apneia, a falta de razão faz-me parar de respirar, azul, azul, azul.
Porque te tornas tão constante Inconstância, não mereces mais do que o mundo lá fora, muito para alem do meu.
O meu espelho já não te reconhece como eu.
segunda-feira, janeiro 27, 2014
TOCA E FOGE
Não estou,
Sou,
Não sou,
Quero,
Não quero.
No jogo do toca e foge alguém acaba sempre tocado.
domingo, janeiro 26, 2014
Perda
Passou algum tempo, e muito mais do que esse algum tempo que também passou enquanto o tempo passou.
Novas e velhas premissas, novas e velhas presenças, as raivas e iras, os risos ganhos e perdidos, por cem e por mil, palavras nunca ditas, mesmo com tanto tempo passado, palavras que nunca vão sair, implodiram que o espaço sufocou-se.
Diz-me que te levantas-te e te afastas-te porque querias, tanto quanto eu me quis aproximar e por fim afastar, e por fim aproximar, e por fim afastar, e por fim afastar. Tantos fins sem um final.
E fizemos de tudo sem nada ter feito, tudo por nossa conta, sem pressas e com poucas palavras. Sei que houve presença e houve ausência, sem nunca o ter sentido, sem o ter vivido.
Foi tempo perdido e ganho, hemorragias continuas, cem paixões por uma no chão. Ego
Não há rancores, não há existência, não à tua existência. Perda
Já não te oiço falar, não como antes, já não te sinto nas minhas palavras também, e por muito tempo estas foram silêncios.Pedra
Sabor amargo a pouco, a nada, sem paladar, só sufoco, só um osso oco. Cospe
Não expliques, não digas nada que eu também não, já passou...
segunda-feira, setembro 13, 2010
weird fishes
The bottom of the sea
Your eyes
They turn me
...
I get eaten by the worms
And weird fishes
...
I'll hit the bottom and escape
Escape
domingo, dezembro 20, 2009
sexta-feira, novembro 06, 2009
quinta-feira, agosto 20, 2009
segunda-feira, agosto 10, 2009
domingo, julho 05, 2009
LAURA
Ainda me ouves,
ainda me sentes,
todas as noites,
é por ti que adormeço
Laura...
escrevo-te neste pedaço de papel
vazio cheio da tua falta
Laura...
ainda me ouves.
Sou um soldadinho de chumbo,
de coraçao magoado,
nesta guerra onde bons e maus
nao sabem nada
Laura
Jorge,
espero por ti.
Jorge,
partiste sem mim
mas eu fui contigo
e tu ficaste comigo
Jorge,
aqui te trago.
Jorge,
o cheiro que guardo,
na roupa que arrumo,
no beijo que gravei
Jorge...
Laura...
algum dia me queres?
Se tu soubesses
há quanto tempo eu olho pra ti assim,
sem que os outros percebam.
Espero sem esperar,
aceito sem aceitar,
vivo sem viver por ti.
Laura,
algum dia me queres
Laura...
Jorge...
Laura...
quarta-feira, junho 17, 2009
domingo, maio 03, 2009
take 2 do desafio
3. Responder às seguintes questões somente com títulos de canções ao artista/banda escolhido:
És homem ou mulher?
Out Ta' Get Me
Descreve-te:
Symphaty For The Devil
O que é que as pessoas pensam de ti?
Coma
Como descreves o teu último relacionamento?
I Used To Love Her, Dust N' Bones
Descreve o estado actual da tua relação:
Sweet Child O' Mine
Onde querias estar agora?
Paradise City
O que pensas a respeito do amor?
Dont Cry, Right Next Door to Hell
Como é a tua vida?
Live And Let Die
O que pedirias se pudesses ter um só desejo?
One in a Million
Escreve uma frase sábia:
Love's so Estranged
quinta-feira, abril 23, 2009
O Desafio do Sr. Mario ( o boi )
Foi no blog do Mario que NÃO vi o meu nome para responder a um desafio composto por 4 partes.
São elas :
1. Colocar uma foto individual
- Procurem
2. Escolher um artista
Slash
3. Responder às seguintes questões somente com títulos de canções ao artista/banda escolhido:
- És homem ou mulher?
Espécie de Vampiro - Jorge Palma
- Descreve-te:
Acordar - Rádio Macau ou Coma - Guns n Roses
- O que é que as pessoas pensam de ti?
Paranoid Android - Radiohead
- Como descreves o teu último relacionamento?
Ouvi Dizer - Ornatos Violeta
- Descreve o estado actual da tua relação:
Eu não sei quem te perdeu - Pedro Abrunhosa
- Onde querias estar agora?
Inside my Head - Radiohead
- O que pensas a respeito do amor?
Facil de Entender - The Gift
- Como é a tua vida?
Bullet with butterfly wings - Smashing Pumpkins - Despite all my rage, i still just a rat in a cage
- O que pedirias se pudesses ter um só desejo?
Bem vindo a ti - Pluto
- Escreve uma frase sábia:
Deus está Morto
4. Escolher 4 pessoas para responder ao desafio sem esquecer de os avisar.
- passo
sexta-feira, abril 10, 2009
DeM
É uma porta de entrada, eu amo-te, sem saida e sem nada, eu e o meu ser meio perdido, e eu não sei cada vez mais quem tu és, ou não julgo saber, eu não sei nada, às vezes preciso fugir ao mundo e procurar outro refugio onde me contenha um pouco mais, a fim de não dispersar, não disparar. O vento, vem buscar-me ao desaparecer do vento, quando eu me deitar, não há nada que me sossegue, o sinal de vida, de tantas vidas que já vi passar por portas sem saida e sem nada. Sigo até ao limite, até onde não se pensa, para além de todas as paredes que existem, vou pescando novas ideias, afogando outras nas águas. Penso em tudo, ...Deus está morto...
domingo, janeiro 18, 2009
segunda-feira, dezembro 01, 2008
Às escuras
Eles não se conseguem ver tão bem como eu os vejo. Isso eles não sabem ver.
Mas eu vejo.
Vais ver... um dia acaba-se por ver tudo como eu vejo.
Às escuras.
Não quero falar mais.
Eles não me conseguem perceber tão bem como eu me percebo. Tu também os vês.
Às escuras. Isso eles não sabem ver.
Mas eu vejo.
terça-feira, novembro 25, 2008
quarta-feira, agosto 27, 2008
domingo, julho 20, 2008
terça-feira, junho 17, 2008
Quando eu morrer
Vai ser um belo dia
meu amor vais ver
vai ser tão calmo
vai ser lindo de morrer
e à minha volta tudo vai ter luz
essa luz que é meu desejo ter
e como um truque de uma insólita magia
trazendo o nosso amor de volta à luz do dia
quando eu morrer
meu amor eu fico vivo nos teus gestos
e em teu sorriso
por isso nunca deixes de sorrir
pois para o nosso amor viver é só o que é preciso
Manel Cruz - Quando eu Morrer - Foge Foge Bandido
"QUANDO EU MORRER" de Luís Vieira Campos -- 2006
segunda-feira, junho 16, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, abril 07, 2008
Eu vi,mas nao agarrei
Sou a sombra do que eu sou
E ao fim nao toquei nem nada
Do que em mim tocou
Eu vi,mas nao agarrei
Eu vi,mas nao agarrei
segunda-feira, março 17, 2008
quinta-feira, março 13, 2008
Tornados
Alucinado
Orfão de amores
Pus fogo à casa
Rufei tambores
Os cães rosnando
A dor também
Não tive medo
De ir mais além
O peito arde
Ardem cidades
Veias do mundo
Na tempestade
Antes assim
Visito a morte
Passa-me a língua
No sexo forte
Veludo rubro
Em carne viva
Garganta funda
Super activa
São ventos de outra era
Que me sopram na memória
Tornados de quimera
Que ficaram na história
São beijos pueris
De traições anunciadas
São fúrias febris
Dementes, desesperadas
São ventos de outra era
Que me sopram na memória
Tornados de quimera
Que ficaram na história
São beijos pueris
De traições anunciadas
São fúrias febris
Dementes, desesperadas
TORNADOS[Adolfo Luxúria Canibal / António Rafael] - Mão Mortaquarta-feira, fevereiro 20, 2008
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Apneia
Solto um riso quando o despertador me acorda de manha, é bom ir acordando...
Um cigarro...
O coração bate mas não como dantes, é incerto e o aperto é estranho e novo. Apneia, não quero dormir.
Silencio... acendo um cigarro, falamos do dia a dia e passam-nos tantos dias...
Silencio... Não sei o que pensas, como pensas e quando pensas, se não estás noutro mundo... no teu silencio...
Gosto tanto do teu sorriso, gosto da tua tristeza, gosto dos teus olhos tristes, gosto dos teus olhos lindos e tristes, gosto deles sem o triste... Sem silencio...
Às vezes convidam-me a sair por aí na aventura, às vezes enganam, às vezes não sei se enganam... às vezes fecham... Apneia... Silencio... Convida-me a sair por aí.
Um cigarro...
Nada a dizer, o silencio invade o nosso mundo de novo... Apneia, acorda e respira, conheço este mundo tão bem que receio... Nenhum de nós tem nada a dizer ao outro...
ou tem?
Sem fundo, sem fundamento, às vezes os teus olhos enganam, às vezes não sei se enganam... Flutuo... Apneia...
Boa noite... dorme bem e acorda amanha...
SILENCIO...
segunda-feira, dezembro 24, 2007
sábado, dezembro 22, 2007
sexta-feira, outubro 12, 2007
sábado, setembro 22, 2007
Esta Musica Não Me Larga
domingo, agosto 12, 2007
sábado, julho 07, 2007
A Casa
Aquela dor
A pouco a pouco respirar
Aquele amor que foi
Vivido e esquecido
Em segredo
Como ninguém
Perdoar
Como perdoar
Há tanto tempo que eu queria mudar
Queria voltar
Acordar
Deixar o dia passar devagar
Assim ficar
Sentir de novo
Aquele amor
A pouco a pouco consolar
Aquela dor que foi sentida e sofrida
Em silêncio
Chegar de novo
Sentir o amor
Voltar a casa sem pensar
Deixar a luz entrar
Esquecer aquela mágoa
Sem ter medo
Como ninguém
Encontrar
Poder encontrar
Todas as coisas que eu não soube dar
Saber amar
Perdoar
Saber perdoar
Há tanto tempo que eu queria mudar
Queria voltar
Aceitar
Deixar que o tempo te faça voltar
Saber esperar
Rodrigo Leão - A Casa
segunda-feira, julho 02, 2007
desconexo
a ultima noite foi uma completa insonia,
o mundo parecia outro,
Só, quase só
A manha não era a mesma,
a noite não foi a mesma
nada foi o mesmo
mas nada mudou.
as palavras não ditas
as palavras malditas
segunda-feira, junho 25, 2007
terça-feira, junho 05, 2007
Na Escada
Saia-se para a Rua sem nome e localidade, mas saia-se...
Via-se predios e pessoas, e os carros passavam
Descia-se a escada e como o tempo, mudavam
as pedras que sempre foram estas pedras,
Outras onde as pessoas passavam
Descia-se a escada e via-se a Rua
as janelas abertas eram o sinal de vida
Agora são só janelas, mas fechadas
Descia-se as escada e ouviam-se as vozes
Saiam os velhos e os novos de novo
Onde estão as vozes desse povo?
Descia-se a escada , degrau sim, degrau não,
Saia-se para a Rua sem nome e localidade,
Via-se predios e pessoas, e os carros passavam
O tempo não mudou mas passou
Descera-se a escada e saira-se para a Rua
Via-se e passava-se
Algo sempre se passara
na Escada
segunda-feira, junho 04, 2007
Parar
Um dia passas a linha e deixas de poder
Parar
Um dia contas com o que deixas de poder contar
Perdes-te no infinito do que esteve lá a somar
Qualquer tempo acaba por ser tempo de
Parar
Segura o teu espaço
Antes que este se desmaterialize em perdas
Lutas de quem quis ter tudo, de quem não quis
Parar
Sempre soubeste da insanidade
O pós-morbidus que faz levantar todas as questões
O que me faz querer que o tempo passe a
Parar
segunda-feira, maio 21, 2007
No Sangue
Diz-me do que se fala por agora,
Do que te falam as outras vozes?
O que lhes decoras,
Deturpas sem saber
Aquilo que te trás o prazer.
Cá estarei no fim desta guerra
Que a vida é toda uma espera,
Onde o azar dá àqueles
Várias formas de calor
Corpos danças e corpos
Por uma merda de fome...
Que detorpe o amor
Diz-me o desejo que queres sentir
Tudo aquilo que procuras
Que tragos imploras?
Alimentas sem dizer,
Aquilo que te dá eufuria.
Que te faz sacear o prazer?
Vou ao fim desta Terra
Que a vida é toda uma espera.
Sentir novamente a dôr
Novamente a dôr...
Por várias formas da mesma dôr
segunda-feira, maio 14, 2007
Ontem
quinta-feira, maio 10, 2007
Intitulado
quinta-feira, abril 19, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
Novo Album...
Em que as mãos se fechavam
E nas noites brilhantes as palavras voavam,
Eu via que o céu me nascia dos dedos
E a Ursa Maior eram ferros acesos.
Marinheiros perdidos em portos distantes,
Em bares escondidos,
Em sonhos gigantes.
E a cidade vazia,
Da cor do asfalto,
E alguém me pedia que cantasse mais alto.
Quem me leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?
Aquele era o tempo
Em que as sombras se abriam,
Em que homens negavam
O que outros erguiam.
E eu bebia da vida em goles pequenos,
Tropeçava no riso, abraçava venenos.
De costas voltadas não se vê o futuro
Nem o rumo da bala
Nem a falha no muro.
E alguém me gritava
Com voz de profeta
Que o caminho se faz
Entre o alvo e a seta.
Quem leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?
De que serve ter o mapa
Se o fim está traçado,
De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
De que serve ter a chave
Se a porta está aberta,
De que servem as palavras
Se a casa está deserta?
Quem me leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?
Pedro Abrunhosa - Quem me leva os meus Fantasmas
O titulo até parece meu...
quarta-feira, março 28, 2007
sexta-feira, março 23, 2007
Abismo
Os primeiros passos da saída do abismo foram rapidamente dados e agora no topo da racha observo o quão fundo me deixei ir. Oiço o eco ainda vindo de baixo...
Nada para se parar, e o receio dos futuros degraus, o descrer da aurora de todos os dias, e o impiedoso lembrar do passado, tão diferente.
O abismo é a casa dos fantasmas que o assombram, que o povoam e o comentam, que o fazem mais fundo no seu real fundo.
As ideias é que nunca mudam, o modo de pensar pouco quotidiano, o não evoluir com a evolução sem regredir. Não sou dependente de mais droga nenhuma senão a que me persegue, a aurora que a sustenta e a noite que a alimenta, a sombra não me larga...
segunda-feira, março 19, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
domingo, março 11, 2007
quinta-feira, março 08, 2007
Parabens à Sogra
Para alem disso a sogra ainda faz anos.
PARABENS
domingo, março 04, 2007
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
sábado, fevereiro 17, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Bem vindo...
Ver o mundo morrer...
O filho deita-o pela boca e deixa o puto crescer
confortavelmente num só corpo...
quarta-feira, janeiro 24, 2007
?Despenalização?
Ser a favor? ser contra?
Será que metade da população votante sabe realmente aquilo que está a ser posto em causa?
Será que ser inculto tornou-se uma especie de cultura venerada?
Que causas andam submersas no meio? E o usar politico de tudo isto? Será que está tudo estupido ou anda tudo a dormir?
É que de facto o que se incute como defesa já é de facto um facto consumado não penalizado.
Não se fala do que não convem, para que não se abram os olhos dos otários contagiaveis do costume.
Vou contar-vos um segredo...
Voces são uns patetas LOL
sexta-feira, janeiro 19, 2007
A Textura da Chuva
quarta-feira, janeiro 03, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
domingo, dezembro 24, 2006
domingo, dezembro 03, 2006
O Poço
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Meio Tempo
Era meia palavra dita, meio mundo por dizer, meio mundo perdido.
Era um meio desacreditar de tudo, uma meia perda de sentido, meio viver por uma motivo que se afastára para a neblina.
Era meio tempo oferecido,
meio de duas vidas.
quinta-feira, novembro 30, 2006
sábado, novembro 25, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Parto do Principio
Cheguei... a horas... 5 carros... parados...
Parto do principio que o concerto foi bom, dos 5carros um devia de ser da banda, outro do segurança, um do gerente, um de um qualquer grupo de amigos que foram acompahar a FAMOSA banda e o ultimo carro era o meu...
Conclusão nem entrei.
Parto do Principio que o concerto fora bom, pois eu fui para o pão com chouriço com a companhia de quem mais companhia faz. O meu amor...
A noite foi assim bem melhor.
quarta-feira, novembro 22, 2006
Podia ser pior
Ainda vou a pouco mais de meio do mês e acho que este Novembro já deu indicios que a palhaçada ainda nao terminou, ao que parece ainda se comprometem os dias com o mês.
Andei um ano com um VW Golf velho que nunca me deu problemas, nunca bati e nunca me bateram. Como sou estupido que nem uma porta comprei um carro em Novembro e logo na primeira semana bateram-me por trás, mesmo no meio do mês, 15 de Novembro, que só por acaso estava a chover a potes.
Como sou estupido que nem uma porta agi de boa fé e não chamei a policia, perguntei 3vezes ao condutor que me tinha batido se se declarava como culpado, ao que respondeu 3vezes que sim.
Retiramos os carros para um local que não piorasse o transito e o resultado foi, uma confusão do caraças. O gajo é marroquino e nem tinha todos os documentos na altura, andei 4 dias atrás dele e da empresa à qual pertencia a carrinha que o marroquino conduzia. passados 4dias consegui a declaração assinada e preenchida mas ainda estou para ver qual vai ser o resultado da peritagem. Com a sorte que eu tenho, na volta ainda me dão como culpado.
Para melhorar um pouco a situação com toda a chuva que apanhei, fiquei de cama, e não pude ir trabalhar, em qualquer situação isto nem seria mau, mas quando se tem negocios pendentes isto geralmente não deve ajudar digo eu, acho que só amanha é que vou conseguir descobrir em que estado ficaram estas coisas.
Pois é amanha regresso à vida habitual, vou trabalhar e tal, e depois não me perguntem porque, mas vou assistir a um concerto de uma banda que não gosto, à força, do estilo, ou vais, ou vais...
Até ao fim do mês tenho esperança de não partir nenhum braço ou perna que me imobilize de vez, se bem que em certas alturas isso não seria mau de todo.
Mais uma pequenina coisa...
EU NÃO SOU RACISTA (pelo menos, não sou pouco)
OS MARROQUINOS é que já morriam todos.
quarta-feira, novembro 15, 2006
sexta-feira, novembro 10, 2006
quarta-feira, outubro 11, 2006
A Caneta
Veio-me logo a ideia que isto significaria, que nada haveria a escrever...
A palavra foi...
MORRE
quarta-feira, setembro 27, 2006
Change
segunda-feira, setembro 25, 2006
domingo, setembro 17, 2006
Entre um sim e um não
quarta-feira, agosto 30, 2006
Os Homens também choram
Mas também há os que jogam com as circunstâncias favoráveis e não perdoam. E aí só um chora e chora muito. O Outro segue simples e pacífico, iludido, não se apercebendo que cometeu o maior erro da sua vida. Esse só chorará no futuro.
E há os que choram porque assistem a tudo, com uma raiva de quem já viu o filme, sabe o desfecho, e sente-se impotente para mudar uma vírgula...
Texto publicado em: http://musicologo.blogspot.com/
terça-feira, agosto 22, 2006
segunda-feira, julho 31, 2006
segunda-feira, julho 10, 2006
sábado, julho 01, 2006
terça-feira, junho 20, 2006
Uma nesga...
Passa tanto tempo por nós que fica tenta coisa por dizer e falar, tanta coisa que roube tempo para ser ponderada, passa tanto tempo e nem damos por nada, e quando estamos de facto consumado em ponderação, em conversação, faltanos tantas palavras para encher o tempo que depois do fim fica um imenso nó por soltar, por nos apercebermos que nunca sai tudo, que somos incompreendidos, incompreensiveis, demasiado confusos e confundidos, não nos parecemos connosco, nem com nada que se pareça.
Uma nesga...
sábado, junho 10, 2006
Efeito Secundário
O fumo inalou-se mas parecera sempre inacabado ao sair pela porta do fundo,
Estou sem palavras por estar farto de não falar...
quinta-feira, junho 01, 2006
1 Ano Depois
Queria tanto dizer-te o quanto significas em todos os momentos da minha vida, o conteúdo mesmo, mas esse nas palavras parece tão curto e pequeno. Tudo em nós, foi inesquecível neste ano que passou desde que nos começamos a amar, desde que nos apercebemos que somos feitos um para o outro e que nada no mundo nos poderia separar, que nada é tão forte como o que sentimos um pelo outro, nada que se equipare sequer.
Ao inicio sempre pensava que seria apenas uma golfada de ar quente que por nós passara, que com o passar do tempo amadureceria e acabaria por cair como qualquer outro fruto na natureza que acaba sempre por morrer, pensei que todo aquele fogo cedo se extinguisse e nos torna-se meros passageiros no mesmo barco, com sentimentos bem passivos e vidas meio entrelaçadas por correntes fracamente construídas. Toda a fugacidade criou inicialmente em mim um medo de futura fraqueza e de futura pequenez, um medo de queda e de estar mais uma vez a ver e querer de mais na ínfima procura do ser ideal.
Depois o tempo foi passando e nada em nós parecia querer tombar, os alicerces da relação foram todos os dias aparecendo e mostrando que somos mais fortes que tudo e todos, sempre por nós.
Amamo-nos e tudo nos diz somos feitos um para o outro.
Desde as noites de Belém e da nossa praia, dos primeiros passeios dos primeiros dias, das chegadas a casa a horas já de dias seguintes, da nossa Lua, das nossas ondas do mar, das nossas musicas, nas nossas palavras, dos nossos mimos, em tudo o que foi e é sempre tão nosso.
Depois todos os dias correm sempre muito devagar com a tua ausência e faço por vezes loucuras só para ver o teu sorriso e alegria ao ver-me chegar. Faço sempre tudo por nós porque és única, és a única que o merece, és a mulher da minha, quem me faz ser feliz só por estares ao meu lado, és mesmo única em tudo amor, e sempre a mais perfeita deusa de todos os mundos. É tão bom estar ao teu lado todos os dias e trazer-te todos os dias no coração e nas horas que me deito. Trazer-te para o futuro onde nos vemos juntos e felizes só por sabermos que lá estaremos um e o outro, no mesmo espaço e com o mesmo amor que temos todos os dias para dar.
Eu amo-te, e amo-te mais que tudo, e digo-o vinte mil vezes por dia em todos os meus pensamentos, quando não te posso ter a meu lado, eu amo-te e isso chega-me por saber que me amas de igual forma, eu só penso em ti todos os milésimos de segundo porque não me resta mais tempo para pensar, eu amo-te e não me consigo cansar de dizer que te amo.
Temos um ano de namoro passado, e sabemos o que queremos, sabemos que nos temos e que tudo o que é exterior a isso perde toda a importância quando comparado connosco, temo-nos um ao outro e para toda a vida
Amo-te
sexta-feira, maio 26, 2006
e mais
Amo-te tanto que é mesmo impossivel escrever o que a palavra tanto quer dizer.
Sinto-me tão bem ao teu lado mor, preenches-me na totalidade e contigo a meu lado todos os problemas deixam de o ser, trazes-me toda a calma e toda a compreensão que em certos momentos me faz tanta falta, soltas as palavras mágicas e misturas todos os toques e mimos do mundo muito bem concentrados em nós.
Nem sei mais o que dizer, apenas me apeteceu agora escrever algo mais.
Tentar mais uma vez mostrar o quanto te amo e tentar mais uma vez expressar tudo em palavras.
Amo-te mais que tudo mesmo.
Amo-te,
e mais e mais e mais...
domingo, maio 21, 2006
Mensagem Pendente
Há um tempo que corre em nós e nos acalma quando já passamos pelo pior, mas o mesmo tempo não nos faz esquecer outros tempos pendentes.
Trago mensagens pendentes pela vida fora e acumulo qualquer anel de Saturno em mim no vasto espaço da minha memória, jorro as ideias constantemente nos dias, comprometo-me mas sou dependente de outros, não para falar, mas para ouvir, para responder.
O tempo nunca me acalma, só me enerva e arrasta para o fundo o que não me deixam explodir.
Sei gritar com todos mas não contigo, mas se gritares comigo, fico bem mansinho.
Raio que parta a travessia do mar que aqui nos separa.
Fala-se demais de um lado, fala-se de menos no outro.
Porque adiar e fingir passar, e não saber que jamais qualquer passo se ali passa sem que certo passo se passe…
segunda-feira, maio 15, 2006
Sem Razão Aparente
Saia-se para a Rua sem nome e localidade, mas saia-se...
Via-se predios e pessoas, e os carros passavam
O tempo não mudou mas passou
Descera-se a escada e saira-se para a Rua
Via-se e passava-se
Algo sempre se passara
domingo, maio 14, 2006
No Title to Use
No, no need for explanations, it's alright
With me it would only be redundant, see
If you only try to keep it all inside
I lay me down with your decision
Blow your mind, don't hesitate
This devil takes your pain away
Take mine
But now that I have finally found you
I'm gonna take it one step at a time
Let's try to keep this good thing going
You tell a joke, I nearly die
We have to laugh until we cry
Take mine, please take mine
My margarita chum, that's what you are
I'm laughing my ass off when you sing
Everybody's happy now
The Luna-queens become the lunatics
While Janis Joplin tells her friend
He's just a one-night stand
I hear you retching in my bathroom, but I don't mind
No, I'll clean it up tomorrow, just sit down
Again you choke me when you grumble
You and me we're so much like RG
And now I'll show you how to tango
I think it's time for us to say
That this has been a perfect day and retire, please retire
My margarita chum that what you are
I'm laughing my ass off when you sing
Everybody's happy now
A v.i.p. is what you are to me
I love it when you take me on your lonely Sunday stroll
Anouk - Margarita Chum
segunda-feira, maio 01, 2006
11 Meses de Amor
um dia rei, outro dia sem comer
por vezes forte, coragem de leão
as vezes fraco assim é o coração
eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor, gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser
Foram tantas as noites sem dormir
tantos quartos de hotel, amar e partir
promessas perdidas escritas no ar
e logo ali eu sei...
(Que) Tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me das a mim
e tudo o que eu te dou
Sentado na poltrona, beijas-me a pele morena
fazes aqueles truques que aprendeste no cinema
mais peço-te eu, já me sinto a viajar
para, recomeça, faz-me acreditar
"Não", dizes tu, e o teu olhar mentiu
enrolados pelo chão no abraço que se viu
é madrugada ou é alucinação
estrelas de mil cores, ecstasy ou paixão
hum, esse odor, traz tanta saudade
mata-me de amor ou da-me liberdade
deixa-me voar, cantar, adormecer
(Que) Tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me das a mim
e tudo o que eu te dou
Pedro Abrunhosa - Tudo o que te dou
11 meses depois e não há palavras que descrevam o quanto te amo, não há palavras para a nossa relação, para o nosso amor, para nós, para estes 11 meses de amor.
Amo-te Sofia
sábado, abril 29, 2006
Em memoria de Circulos
The Smashing Pumpkins - The Beginning Is The End Is The Beginning
domingo, abril 23, 2006
sexta-feira, abril 21, 2006
O maior segredo está no ouvir
Driving out to get my goal
God knows I cannot stand
It's time to say goodbye
You don't know, you should have known
the pain I feel inside
So, I was dreaming of you
I was falling with you
and broke my heart
So, I was falling for you
I was dreaming with you
and broke my heart
Find a way and clear my soul
Driving out to get my goal
You don't know, you should've known
the pain I feel inside
God knows I cannot stand
It's time to say goodbye
Find a way to ease my breath
on and on to fill my chest
I can't stay, I cannot stay
cause only tears remain
I can't hide, I cannot fight
and play this crying game
So, I was dreaming of you
I was falling with you
and broke my heart
Rodrigo Leão - Deep Blue
quarta-feira, abril 05, 2006
Sr. Inutil
Podia ser mais leve, mas não, o cargo é pesado pelo saber que não se é capaz. Não por uma falta de vontade que por vezes nos enche os dias, mas simplesmente por uma incompetencia repleta de mãos atadas, sinto os meus braços demasiado curtos para aquilo de que te quero proteger, nem sei como o fazer, por tudo isto ter sido demasiado repentino, sem ter tempo de ponderar todas as possiveis palavras que te fizessem sentir mais tu, mais calma e alegre.
Sinto pouco todo o meigo que posso ser, e ao mesmo tempo, tudo o que tento ser fica muito aquem daquilo que sei ser. Infelizmente não tenho tempo para todo o tempo que gostava de poder ter.
Estou tambem demasiado habituado à minha palidez, à palidez de todos os outros, mas em relação à tua faz-me afligir. Ao mesmo tempo que tudo estava demasiado calmo, tudo acelerou e o tempo não dá por si a passar. Podia ser dois, ou tentar ser dois, mas meio eu não me chegava para as duas partes já que um uno não consegue ser suficiente para apenas uma das partes.
Não consigo parar o tempo e dividir tudo, por forma a que tudo seja um numero inteiro, existem sempre virgulas e mais virgulas em toda a numeração que separa o tempo e as distancias onde quero e tenho que estar...
É uma luta injusta e imparcial que nos afecta.
Sinto-me um Sr. Inutil


















